Projeto da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), já implantado com
sucesso no Complexo do Alemão, transforma lixo eletrônico em inclusão de
digital.
Fotógrafo: Luiz Morier Matéria: Flor Jacq (Assessoria de Comunicação da Secretaria do Estado do Ambiente)
A favela da
Rocinha – 19ª comunidade pacificada do Rio de Janeiro – recebeu na manhã de
hoje (17/05) uma filial da Fábrica Verde, projeto da Secretaria de Estado do
Ambiente (SEA), já implantado com sucesso no Complexo do Alemão, que transforma
lixo eletrônico em inclusão de digital. Em um ano, a mais nova Fábrica Verde
formará 360 jovens em montagem e manutenção de computadores, a partir do
reaproveitamento de máquinas inutilizadas.
Na inauguração, a
superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, ressaltou
que a Fábrica Verde da Rocinha é baseada na experiência exitosa do projeto no
Complexo do Alemão, inaugurado em outubro do ano passado. “Conseguimos aliar
sustentabilidade, geração de emprego e renda à consciência social. Não tem
assistencialismo. Queremos que eles participem da vida da comunidade
recém-pacificada”, disse Ingrid, lembrando que, além da capacitação técnica, os
cursistas recebem aulas de educação ambiental e de cidadania.
Presente ao evento,
o secretário do Ambiente, Carlos Minc, lembrou que o descarte inadequado do
lixo high-tech causa danos ao meio ambiente e à saúde humana. “Cada celular,
rádio ou computador contém uma quantidade, mesmo que pequena, de metais
pesados, como o cobre e o zinco. Como são milhares, quando não têm a destinação
final correta acabam por contaminar o solo, os lençóis freáticos, podendo
chegar até ao leite de vaca que consumimos todos os dias”, afirmou.
Minc anunciou
também que, além da Fábrica Verde, a Secretaria do Ambiente está levando para
as comunidades pacificadas um projeto de moda sustentável e de hortos
comunitários: “Dia 23 de junho, vamos inaugurar o projeto de Eco Moda na
comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio. Os alunos vão produzir roupas
customizadas reutilizando materiais, tudo em alto estilo”.
As turmas da
Fábrica Verde são trimestrais e reúnem 120 alunos, que recebem uma bolsa no
valor de R$ 120 cada. Aqueles que se destacam pelo bom desempenho tornam-se
monitores e passam a receber R$ 120.
Aluna da primeira
turma no Alemão, Patrícia da Silva Nicácio, que hoje é monitora nesta mesma
unidade, participou do processo de instalação do projeto na Rocinha, divulgando
e inscrevendo os novos cursistas: “Eu já tinha feito curso técnico em outra
instituição, mas quando me tornei monitora da Fábrica Verde pude colocar em
prática o que aprendi, ajudando os professores e os alunos. Este é o meu
primeiro emprego, quero levar essa oportunidade para outras comunidades”.
No primeiro andar
do prédio de quatro andares, onde são ministradas aulas de informática,
internet, cidadania, empreendedorismo, educação ambiental e reciclagem, foi
instalado um tele centro com máquinas recicladas na Fábrica Verde do Alemão.
“A cada três computadores
doados, montamos um que passa a funcionar em tele centros comunitários. No
Alemão, temos um tele centro e estamos doando computadores para outros. O daqui
da Rocinha é fruto do trabalho dos cursistas da unidade do Alemão, a partir das
doações feitas para a segunda edição da campanha Natal da Eletrorreciclagem, de
dezembro passado”, disse Patrick.
A Fábrica Verde da
Rocinha conta com a parceria da PUC–RIO (Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro), que há mais de 20 anos desenvolve programas na comunidade.
Para doar
computadores e peças, basta entrar em contato com uma das unidades pelos
e-mails fabricaverde1@gmail.com – Alemão – fabricaerde2@gmail.com – Rocinha).
Qualquer instituição, pública ou privada, ou pessoa física pode participar.
Fonte: www.rj.gov.br/web/sea