'Fábrica Verde transforma lixo eletrônico em inclusão social', diz
secretário.
Projeto será apresentado na Rio+20 e deve ser levado a todas as UPPs.
Bernardo TabakDo G1 RJ
Secretário Carlos Minc e Superintendente Ingrid Gerolimich participam de inauguração (Foto: Bernanrdo Tbak/G1)
Secretário Carlos Minc e Superintendente Ingrid Gerolimich participam de inauguração (Foto: Bernanrdo Tbak/G1)
A Favela da Rocinha ganhou,
nesta quinta-feira (17), a primeira filial do projeto Fábrica Verde,
desenvolvido pela Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria
Estadual do Ambiente (SEA). A iniciativa pretende, ao mesmo tempo, realizar a
reciclagem e o reaproveitamento de computadores, reduzir e dar uma destinação
correta ao chamado lixo eletrônico (e-lixo) e estimular a inclusão social, com
geração de renda, de moradores das comunidades pacificadas através da
capacitação profissional em manutenção e montagem dos hardwares.
A cada doação de três máquinas, obsoletas ou quebradas, seja por moradores da favela ou pessoas de outras partes da cidade, além de empresas públicas e privadas, os alunos montam um computador, que, segundo a SEA, vão voltar a funcionar em telecentros comunitários. A matriz do projeto Fábrica Verde foi inaugurada em outubro de 2011, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
“Cada computador, além das peças plásticas e metálicas, também tem componentes com cádmio, cobre e chumbo, substâncias que contaminam o meio ambiente. A Fábrica Verde transforma lixo eletrônico em inclusão social”, ressaltou o secretário do Ambiente, Carlos Minc. “Para as empresas é um grande negócio, porque podem se desfazer das máquinas sem ter que pagar para uma empresa de descarte de lixo industrial. E nós ainda damos um certificado que informa a quantidade de computadores corretamente descartados, doados para a Fábrica Verde”, complementou.
A cada doação de três máquinas, obsoletas ou quebradas, seja por moradores da favela ou pessoas de outras partes da cidade, além de empresas públicas e privadas, os alunos montam um computador, que, segundo a SEA, vão voltar a funcionar em telecentros comunitários. A matriz do projeto Fábrica Verde foi inaugurada em outubro de 2011, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
“Cada computador, além das peças plásticas e metálicas, também tem componentes com cádmio, cobre e chumbo, substâncias que contaminam o meio ambiente. A Fábrica Verde transforma lixo eletrônico em inclusão social”, ressaltou o secretário do Ambiente, Carlos Minc. “Para as empresas é um grande negócio, porque podem se desfazer das máquinas sem ter que pagar para uma empresa de descarte de lixo industrial. E nós ainda damos um certificado que informa a quantidade de computadores corretamente descartados, doados para a Fábrica Verde”, complementou.
Ao longo de dois anos, o Fábrica Verde tem como meta capacitar 720 jovens e
adultos da Rocinha. Dentro do projeto, os alunos vão ter ainda aulas de
cidadania, empreendedorismo e educação ambiental. Cada um deles vai receber uma
bolsa mensal de R$ 120, para auxiliar no deslocamento e manutenção. Ao final,
de acordo com a SEA, os 12 alunos que mais se destacarem vão ser selecionados
para trabalhar como monitores nos telecentros e na própria Fábrica Verde,
recebendo uma bolsa-salário de R$ 120, mensais, pelo período de um ano.
Segundo a SEA, os computadores reciclados pela Fábrica Verde vão possibilitar a
criação de novos telecentros em comunidades ocupadas pelas Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs).
Uma parte das máquinas também será destinada a escolas, creches, associações de moradores e ONGs. “Esse programa vai ser apresentado na Rio+20. A ideia é ter Fábricas Verdes em todas as UPPs”, afirmou Minc.
Uma parte das máquinas também será destinada a escolas, creches, associações de moradores e ONGs. “Esse programa vai ser apresentado na Rio+20. A ideia é ter Fábricas Verdes em todas as UPPs”, afirmou Minc.










