sexta-feira, 25 de maio de 2012

FASHION RIO: JOVENS DO ALEMÃO APRESENTAM PEÇAS RECICLADAS

24/05/2012 - Julia de Brito - Imprensa RJ

Coleção O Lixo virou Luxo foi produzida com materiais usados na edição 2011 do evento de moda


Cerca de 90 jovens do Complexo do Alemão aprenderam a confeccionar bolsas, carteiras e mochilas, entre outros produtos, em oficinas promovidas pela Secretaria de Ambiente, por meio da Superintendência de Território e Cidadania, em parceria com o estilista Almir França. O resultado foi apresentado nesta quinta-feira (24/05) no Fashion Rio, no lounge do Governo do Estado. Chamada O Lixo virou Luxo, a coleção foi produzida com materiais doados pelo grande evento de moda, que acontece até amanhã. As peças foram confeccionadas com lonas de banners.
A iniciativa, que faz parte do projeto Eco Moda, busca trabalhar duas vertentes: a capacitação técnica dos alunos e a consciência ecológica.
Presente à abertura da exposição das peças, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, destacou que a Secretaria do Ambiente vem realizando uma série de atividades em comunidades pacificadas. Ele ressaltou ainda que o projeto Eco Moda mostra que materiais reciclados podem ser transformados em produtos de alta qualidade.
- Aproveitando material reciclado temos desenvolvido muitas ações, com a criação das fábricas verdes do Alemão e da Rocinha, que reciclam computadores. Aqui no Fashion Rio, esta é uma coleção que mostra que reciclagem é criatividade. O lixo pode ser transformado em moda – disse Minc.


Para o estilista Almir França, que há 20 anos realiza oficinas sociais, o projeto é inovador ao trabalhar com jovens de uma comunidade que era pautada pela violência.


- Este trabalho foi muito importante porque produzimos as peças com jovens de uma comunidade que não recebia serviços públicos e estava esquecida – disse o estilista.


Toda a coleção Lixo virou Luxo foi inspirada na obra do carnavalesco Joãosinho Trinta. Segundo a superintendente de Território e Cidadania da Secretaria do Ambiente, Ingrid Gerolimich, no início de junho as oficinas serão realizadas na comunidade da Rocinha.

- Vamos abrir inscrições na Rocinha, será mais uma oportunidade de trabalhar em duas frentes: capacitação técnica e sustentabilidade - disse Ingrid.
Em junho, as peças expostas no Fashion Rio serão apresentadas em desfile na estação Bonsucesso do Teleférico do Alemão.

Após participar das oficinas, Gilda Cristina Ferreira, de 35 anos, moradora de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, agora pretende ingressar no mercado da Moda. 
- As oficinas também me fizeram entender melhor o que é sustentabilidade e a importância de atitudes como a reciclagem – afirmou Gilda.



Foto: André Gomes de Melo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Superintendência de Território e Cidadania Realiza Evento de Sustentabilidade no Fashion Rio



O Fashion Rio, evento de moda que acontece entre os dias 22 e 26 de maio, no Jockey Club, Rio de Janeiro, terá a presença do Secretário do Estado do Ambiente, Carlos Minc na próxima quinta-feira (24). Neste dia, será apresentada a coleção O lixo virou luxo, que é o resultado da parceria estabelecida desde a edição passada entre a Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria do Ambiente e o organizador do evento, Paulo Borges, onde foram doados materiais utilizados no evento, como banners e lonas.

A partir do reaproveitamento destes materiais, foram confeccionadas bolsas, carteiras, mochilas e outros produtos, através de oficinas sobre moda sustentável com jovens do Complexo do Alemão, coordenadas pela Superintendência de Território e Cidadania em parceria com o estilista Almir França. ´´Nosso objetivo é criar novas formas de geração de renda para jovens em situação de vulnerabilidade, , além de promover a conscientização voltada para a sustentabilidade em relação à cultura do vestir.", disse a Superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich.

A coleção é inspirada na obra do carnavalesco Joãosinho Trinta. “Para criar esta coleção busquei inspiração na obra do maior carnavalesco de todos os tempos o grande Joãosinho, que conseguiu de forma sensacional transformar o lixo em luxo”, pontuou o estilista Almir França.


Durante o evento no Fashion Rio serão customizadas bolsas de banner, que serão dadas aos participantes. 


Serviço
Sustentabilidade no Fashion Rio
Data: 24.05.12 (Quinta-feira)
Local: Jockey Club - Lounge do Governo do Estado
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1003-Jardim Botânico
Horário: 18h
Contato: (21) 2334 - 5731 / 2332 - 5623

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ROCINHA GANHA FILIAL DE FÁBRICA DE RECICLAGEM DE COMPUTADORES

Projeto da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), já implantado com sucesso no Complexo do Alemão, transforma lixo eletrônico em inclusão de digital.

Fotógrafo:   Luiz Morier Matéria:  Flor Jacq (Assessoria de Comunicação da Secretaria do Estado do Ambiente)



A favela da Rocinha – 19ª comunidade pacificada do Rio de Janeiro – recebeu na manhã de hoje (17/05) uma filial da Fábrica Verde, projeto da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), já implantado com sucesso no Complexo do Alemão, que transforma lixo eletrônico em inclusão de digital. Em um ano, a mais nova Fábrica Verde formará 360 jovens em montagem e manutenção de computadores, a partir do reaproveitamento de máquinas inutilizadas.
  
Na inauguração, a superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, ressaltou que a Fábrica Verde da Rocinha é baseada na experiência exitosa do projeto no Complexo do Alemão, inaugurado em outubro do ano passado. “Conseguimos aliar sustentabilidade, geração de emprego e renda à consciência social. Não tem assistencialismo. Queremos que eles participem da vida da comunidade recém-pacificada”, disse Ingrid, lembrando que, além da capacitação técnica, os cursistas recebem aulas de educação ambiental e de cidadania.
  
Presente ao evento, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, lembrou que o descarte inadequado do lixo high-tech causa danos ao meio ambiente e à saúde humana. “Cada celular, rádio ou computador contém uma quantidade, mesmo que pequena, de metais pesados, como o cobre e o zinco. Como são milhares, quando não têm a destinação final correta acabam por contaminar o solo, os lençóis freáticos, podendo chegar até ao leite de vaca que consumimos todos os dias”, afirmou.
  
Minc anunciou também que, além da Fábrica Verde, a Secretaria do Ambiente está levando para as comunidades pacificadas um projeto de moda sustentável e de hortos comunitários: “Dia 23 de junho, vamos inaugurar o projeto de Eco Moda na comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio. Os alunos vão produzir roupas customizadas reutilizando materiais, tudo em alto estilo”.
  
As turmas da Fábrica Verde são trimestrais e reúnem 120 alunos, que recebem uma bolsa no valor de R$ 120 cada. Aqueles que se destacam pelo bom desempenho tornam-se monitores e passam a receber R$ 120.
  
Aluna da primeira turma no Alemão, Patrícia da Silva Nicácio, que hoje é monitora nesta mesma unidade, participou do processo de instalação do projeto na Rocinha, divulgando e inscrevendo os novos cursistas: “Eu já tinha feito curso técnico em outra instituição, mas quando me tornei monitora da Fábrica Verde pude colocar em prática o que aprendi, ajudando os professores e os alunos. Este é o meu primeiro emprego, quero levar essa oportunidade para outras comunidades”.

No primeiro andar do prédio de quatro andares, onde são ministradas aulas de informática, internet, cidadania, empreendedorismo, educação ambiental e reciclagem, foi instalado um tele centro com máquinas recicladas na Fábrica Verde do Alemão.
  
“A cada três computadores doados, montamos um que passa a funcionar em tele centros comunitários. No Alemão, temos um tele centro e estamos doando computadores para outros. O daqui da Rocinha é fruto do trabalho dos cursistas da unidade do Alemão, a partir das doações feitas para a segunda edição da campanha Natal da Eletrorreciclagem, de dezembro passado”, disse Patrick.
  
A Fábrica Verde da Rocinha conta com a parceria da PUC–RIO (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), que há mais de 20 anos desenvolve programas na comunidade.
  
Para doar computadores e peças, basta entrar em contato com uma das unidades pelos e-mails fabricaverde1@gmail.com – Alemão – fabricaerde2@gmail.com – Rocinha). Qualquer instituição, pública ou privada, ou pessoa física pode participar.

Fonte: www.rj.gov.br/web/sea

PROJETO DA SECRETARIA DE AMBIENTE VAI CAPACITAR 360 JOVENS NA ROCINHA

Depois de fazer sucesso no Alemão, Fábrica Verde chega à comunidade da Zona Sul



Trezentos e sessenta jovens da Rocinha vão receber capacitação profissional em montagem e manutenção de microcomputadores reciclados no projeto Fábrica Verde, realizado pela Secretaria de Ambiente. A iniciativa promove o reaproveitamento de máquinas usadas e ao mesmo tempo estimula a inclusão no mercado de trabalho de jovens moradores de comunidades pacificadas. Esta é a segunda comunidade a ganhar um espaço destinado à qualificação profissional e reciclagem de bens eletrônicos. A primeira Fábrica Verde foi inaugurada em outubro do ano passado no Complexo do Alemão, onde 720 jovens serão capacitados ao longo de dois anos.

O Fábrica Verde da Rocinha vai oferecer bolsas no valor de R$ 120 para os alunos matriculados e, após o término do curso, que tem duração de um ano, 12 monitores serão escolhidos para trabalhar nos telecentros localizados nas sedes do projeto. Presente na inauguração do espaço, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, falou sobre a iniciativa que também vai remunerar os jovens monitores com bolsa de R$ 600.

- O lixo eletroeletrônico é um grave problema. Cada computador e celular têm um pouco de cádio, cobre, zinco e isso contamina o ambiente. Nós estamos transformando lixo eletrônico em inclusão, porque estes computadores serão doados para associações de moradores, catadores, para os nossos telecentros e os jovens vão receber uma bolsa para aprender este ofício e os melhores serão contratados. A Fábrica Verde começou no Alemão. Pretendemos instalar o projeto também em outras comunidades – explicou o secretário.

Consciência ambiental e qualificação profissional

Para Érica Santos Inácio, 20 anos, a oportunidade é importante porque proporciona aprendizado que poderá se transformar em uma carreira no futuro:


- Sempre gostei e aqui estou tendo a oportunidade. É uma forma de aprendizado e renda, né? Estou aprendendo a montar memória, processador, cabo de rede, entre outras coisas. Estou adorando.

Nascido e criado na Rocinha, George Henrique da Silva, de 18 anos, considera a Fábrica Verde uma ideia preciosa que alia conscientização ambiental à inclusão no mercado de trabalho.

- Não sabia mexer em computador, apenas ficava no facebook. Estou tendo uma grande chance de aprender a mexer nestas máquinas. Pode ser que vire uma profissão.

Computadores de Telecentro foram reciclados no Alemão

Monitora do projeto realizado no Complexo do Alemão, Patrícia Nicácio, 18, se emociona ao lembrar do dia em que foi selecionada para o curso e de quando teve a chance de auxiliar professores nas aulas de manutenção de computadores. As máquinas do Telecentro – espaço disponível com internet gratuita para moradores da comunidade localizado no primeiro andar da fábrica – foram montadas pelos jovens alunos do Alemão.

- Fiz a prova e passei. Aí viram que eu tinha facilidade. Acabei me transformando em monitora e estou muito feliz. Ganho R$600 e além de auxiliar os alunos substituo os professores quando é necessário. Sempre gostei de tecnologia. Meu sonho é me formar em informática e trabalhar com isto.

Mais informações sobre doação de computadores podem ser obtidas através dos emails: fabricaverde2@gmail.com (Rocinha) e fabricaverde1@gmail .com (Alemão).

Fonte: Imprensa RJ

Projeto pretende transformar computadores velhos em renda para moradores da Rocinha

R7, com Agência Brasil


Moradores da comunidade da Rocinha, na zona oeste do Rio de Janeiro, vão aprender a transformar lixo eletrônico em computadores novos. O projeto Fábrica Verde, inaugurado na quinta-feira (17) pela Secretaria Estadual do Ambiente, tem o objetivo de gerar emprego e renda para os jovens das comunidades já pacificadas pelas forças de segurança. 

A primeira unidade, implantada em agosto do ano passado no conjunto de favelas do Morro do Alemão, na zona norte da cidade, beneficia cerca de 700 estudantes.

No projeto, três computadores velhos viram um equipamento novo. Após a reciclagem, os computadores são instalados em telecentros públicos e lan houses. Os jovens que fizerem o curso de montagem e manutenção de computadores vão receber uma bolsa de estudos mensal de R$ 600 e os 12 melhores alunos passarão a trabalhar como monitores nos telecentros comunitários.

A coordenadora do projeto, Ingrid Gerolimich, explicou que 360 alunos do projeto no Complexo do Alemão já foram capacitados e, agora, passarão a trabalhar como monitores na Rocinha. 

— O projeto foi feito para aliar a questão da geração de emprego e renda, um dos grandes problemas das comunidades, com a consciência ambiental.

Para a artesã e moradora da Rocinha Rosineldi Félix, 44 anos, ações como essas são importantes para dar oportunidades de trabalho aos jovens que, por décadas, conviveram com a violência das quadrilhas do tráfico de drogas. E elogiou a reaproximação do poder público com comunidades que estavam apartadas do resto da cidade. 

— Eles [o governo] estão tentando chegar mais, não com polícia, mas com obras sociais, que a comunidade deseja mais do que policiais.