segunda-feira, 22 de outubro de 2012

SECRETARIA DO AMBIENTE APRESENTA PROJETO FÁBRICA VERDE AOS MORADORES DO SALGUEIRO

» Esther Medina


Iniciativa divulgou equipamentos feitos por alunos do Complexo do Alemão e da Rocinha


A Superintendência de Território e Cidadania, da Secretaria do Ambiente, participou neste sábado (20/10) de uma ação promovida pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, na quadra da agremiação, no Andaraí. O órgão aproveitou o evento para expor equipamentos eletrônicos produzidos por alunos do projeto Fábrica Verde, que é desenvolvido nas comunidades pacificadas do Complexo do Alemão e da Rocinha, e, também para divulgar aos moradores da região a criação de uma unidade no Salgueiro, ainda este ano.



– A ideia é apresentar o projeto Fábrica Verde aos moradores das comunidades do Salgueiro e do entorno da Tijuca. O projeto oferece cursos de montagem e manutenção de computadores, ensina a reaproveitar peças de máquinas usadas e como realizar o descarte seguro de lixo eletrônico. O curso é uma forma de promover a inclusão social e tem gerado renda nas comunidades pacificadas do Alemão e da Rocinha. O mais importante é informar às pessoas que uma unidade da Fábrica Verde deverá ser implantada no Salgueiro até o fim do ano – explicou a coordenadora da Fábrica Verde da Rocinha, Cintia Porto, responsável por divulgar o projeto no evento.



Os alunos do curso Fábrica Verde, que tem duração de três meses e é voltado para jovens na faixa etária de 16 a 30 anos, recebem uma ajuda de custo mensal de R$ 120. Além disso, os participantes que mais se destacam nas aulas têm a oportunidade de virar monitores do projeto, com direito à remuneração.


– A ideia do projeto é boa e gostei muito de ver os equipamentos feitos pelos alunos. Assim que for inaugurada a unidade no Salgueiro, vou sugerir à minha neta que se inscreva. Ela gosta de computadores e vai se interessar pelo tema – disse a aposentada Graciana Maria dos Santos, de 75 anos, que visitou a banca da Fábrica Verde no evento e quis saber detalhes sobre a iniciativa. 


A universitária Aline Rodrigues, de 28 anos, também recolheu folhetos informativos sobre o projeto para apresentar à irmã adolescente.



– É uma iniciativa interessante que vou recomendar à minha irmã. É uma ótima maneira de gerar inclusão social e ensinar informática de forma sustentável – afirmou.

Projeto EcoModa

A ação social no Salgueiro ainda contou com a participação do Projeto EcoModa, também desenvolvido pela Secretaria do Ambiente, que promoveu uma oficina de customização de peças com reaproveitamento de materiais. No evento, foram oferecidos aos visitantes exames oftalmológicos, de glicose e pressão arterial, além de assistência jurídica.

Confira as fotos












 



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Secretaria do Ambiente apoia ações de saúde e cidadania no Salgueiro

Moradores da Tijuca participarão de atividade que deverá promover 7 mil atendimentos médicos e jurídicos nas comunidades pacificadas da região

Quando: sábado (20/10); das 9h às 14h
Onde: Quadra do Salgueiro (Rua Silva Teles, 104, Andaraí)
Diversos atendimentos gratuitos de saúde e jurídicos serão oferecidos, neste sábado, para moradores das comunidades pacificadas da Tijuca. O projeto Sambando com Saúde, que faz parte da campanha Saúde e Cidadania, promovida pela Escola de Samba do Salgueiro, pretende realizar 7 mil atendimentos na região. Exames de sangue, de mama, auditivo, orientação médica e jurídica, aplicação de flúor e fisioterapia são alguns dos atendimentos que serão oferecidos aos participantes da campanha.
A Superintendência de Território e Cidadania (STC), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), participará da ação social com uma exposição de equipamentos eletrônicos, produzidos por alunos dos projetos Fábrica Verde, desenvolvido nas comunidades pacificadas do Complexo do Alemão e da Rocinha, e do projeto Ecomoda, desenvolvido na comunidade da Mangueira que promove oficinas a partir do reaproveitamento de peças de vestuário e acessórios. 
O Salgueiro será a próxima comunidade pacificada a receber o projeto Fábrica Verde, da SEA, que tem como objetivo transformar lixo eletrônico em inclusão digital, por meio do reaproveitamento de computadores usados, e gerando empregos para moradores de comunidades com UPPs. Na Fábrica Verde, os jovens alunos são capacitados em manutenção e montagem de computadores.
Durante a ação, também serão promovidas oficinas de customização de peças com alunos do projeto Ecomoda, que oferece capacitação nas áreas de costura, modelagem, desenho e ilustração de moda e estamparia, com foco no reaproveitamento e utilização de materiais, com o menor impacto ambiental possível.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aulas inaugurais do projeto Comunidades Verdes começam esta semana

Iniciativa da Secretaria do Ambiente visa à inclusão socioambiental a partir do aprendizado de técnicas de plantio de mudas de árvores

Ascom SEA
Rodrigo Burgos

As aulas inaugurais do Projeto Comunidades Verdes serão promovidas de 16 a 19 de outubro. O projeto é uma iniciativa da Superintendência de Território e Cidadania (STC), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), com o Iser (Instituto de Estudos da Religião).

As aulas inaugurais do curso Manejo Agroecológico de Viveiros de Mudas para Hortas, Jardins e Recuperação Ambiental, serão realizadas nas comunidades do Jardim Batan, Casinhas (no Alemão), Morro da Formiga e Morro do Fogueteiro.

Ao todo, o curso terá duração de quatro meses, com aulas três vezes por semana.

Para as aulas inaugurais estão previstas dinâmicas de apresentação das turmas, apresentação institucional das organizações envolvidas e um bate-papo com agricultores urbanos que possuem ações consolidadas no Município do Rio de Janeiro. 

O Comunidades Verdes é um projeto socioambiental que tem como objetivo contribuir para a melhoria do microclima e dos aspectos paisagísticos de comunidades pacificadas, além de promover alternativas de geração de renda para moradores, a partir do aprendizado de técnicas de plantio de mudas.
Mais informações pelos telefones : 21 2334-5731/2332-5623  - Superintendência de Território e Cidadania (STC)

A difícil tarefa de descartar o lixo eletrônico

Oglobo


Para se desfazer dos produtos, a saída é ligar para a Comlurb ou recorrer a sucateiros que atuam nas ruas



Gabriel Cascaes recolhe cerca de 600kg de lixo, que vende no ferro velho de Cordovil
Foto: Laura Marques / Agência O Globo
Gabriel Cascaes recolhe cerca de 600kg de lixo, que vende no ferro velho de Cordovil Laura Marques / Agência O Globo

RIO — O consumidor sofre na hora de encontrar um lugar para descartar o seu lixo eletrônico, principalmente os eletrodomésticos. Para testar como as empresas estão tratando o tema, foram enviados e-mails para o SAC de oito empresas — Philips, Vicini, Black&Decker, Arno, Nikon, Sky, Garmin e Lorenzetti — perguntando onde poderia ser descartado o aparelho quebrado. Três responderam e deram uma solução para o consumidor: a Sky, depois de deixar por dois anos os receptores e controles remotos na casa do consumidor, finalmente recolheu os equipamentos inservíveis; a Garmin se ofereceu para tentar consertar o GPS em São Paulo, pois no Rio não há assistência técnica; e a Lorenzetti enviou endereços de assistências técnicas, onde os chuveiros queimados poderiam ser entregues. As outras cinco não responderam. Quando o lixo eletrônico é de computadores, baterias e celulares, o consumidor ainda encontra pontos de recolhimento nas fábricas verdes. Mas quando se trata de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, a saída é pedir o serviço da Comlurb ou utilizar pessoas que recolhem nas ruas.

Segundo o secretario estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou da elaboração da lei federal de Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, hoje o principal nó é a logística reversa, na qual as empresas precisam incluir no processo de produção o recolhimento do descarte de seus produtos. A implementação da logística reversa em todo o país deverá ocorrer, no mínimo, em 2015:

— As câmaras técnicas, criadas pela lei, avançaram em alguns pontos e em outros, não. Vidros e latinhas são os mais reciclados. O óleo de cozinha também já tem um nível alto de recolhimento e reciclagem — diz Minc. — Os materiais mais difíceis são as embalagens, de modo geral, e os eletrodomésticos e eletroeletrônicos. As empresas têm até o fim deste ano para apresentar seu planejamento para inclusão da logística reversa à sua produção, porque o custo do recolhimento e da reciclagem vai ser incorporado aos preços dos produtos.

Próxima fábrica verde será no Salgueiro

A devolução do lixo eletroeletrônico deve ser feita pela cadeia produtiva e pelo varejo, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas também de acordo com a legislação estadual. À época em que era deputado estadual, Minc foi o autor de duas leis nesse sentido. A lei 3.183/99, que estabelece normas e procedimentos para o serviço de coleta e disposição final de pilhas e baterias; e a lei 4.191/03, que estabeleceu a Política Estadual de Resíduos Sólidos, determinando procedimentos para a produção, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final do lixo. E torna obrigatórios o tratamento do chorume, o apoio às cooperativas de catadores e a desativação dos lixões.

— Agora estamos avançando com as fábricas verdes que já existem no Alemão, na Rocinha, no posto avançado da PUC. E a próxima será aberta no Salgueiro. Nessas fábricas recebemos o lixo eletrônico oriundo de computadores, notebooks e acessórios. Os funcionários são treinados e recebem uma bolsa de R$ 200. São separadas todas as peças. De cada dois ou três computadores descartados, eles montam um computador que funciona, que é doado para escolas e lan houses públicas.

O lixo mais perigoso são computadores, monitores, pilhas, baterias e celulares, pois eles contêm componentes tóxicos como berílio, mercúrio, chumbo, cádmio e arsênico, que, em contato com a terra ou com a água dos rios, podem causar câncer no pulmão, danos cerebrais, no fígado e no sistema nervoso, entre outros. Algumas empresas estão colaborando com o recolhimento desse lixo, como o Grupo Pão de Açúcar e Extra e o banco Santander, que possuem caixas de coletas de pilhas, baterias e celulares. Os celulares e baterias podem ainda ser descartados nas assistências técnicas dos fabricantes desses aparelhos e em lojas próprias das operadoras de telefonia celular.

Mas, no caso dos eletrodomésticos, o descarte é bem mais complexo. Atualmente os consumidores cariocas têm duas opções: ou chamam a Comlurb ou doam para os sucateiros. Gabriel Rodrigues Cascaes e Carlos Henrique dos Santos Pereira passam nos bairros da Zona Sul com uma kombi recolhendo os eletrodomésticos e material que tenha cobre, chumbo, alumínio e metal. Segundo Gabriel, o mais nobre é o cobre, R$ 10,50/kg. Depois vêm o metal, R$ 6,60/kg, o alumínio, R$ 3/kg e o ferro, R$ 0,20/kg.

— Antes de sair já temos as despesas do gás para a kombi, a diária da kombi, R$ 70, e nosso café da manhã. Em média, conseguimos recolher 600 kg por dia, e o que mais recebemos é o metal, que é a matéria principal dos eletrodomésticos. Levamos para vender no ferro velho de Cordovil. De lá, vai para a reciclagem — afirma Gabriel Cascaes.

Não é fácil falar com as empresas por meio de suas páginas na internet. Muitas pedem para o consumidor fazer um cadastro para mandar um e-mail perguntando onde pode descartar o lixo, já que o site não informa. Na Sky não é possível mandar e-mail se não for cliente. É preciso apelar para o chat. A Philips enviou uma resposta padrão em inglês dizendo que responderia em cinco dias, o que não aconteceu.

As empresas que não responderam ao e-mail pelos SACs foram novamente consultadas sobre suas políticas de descarte. Só a Black&Decker respondeu, informando ter mais de 1.500 postos autorizados espalhados pelo Brasil, que recebem os produtos que precisam ser descartados e os encaminham à fábrica em Uberaba, onde recebem o devido tratamento. Para saber onde estão esses postos de descarte, o consumidor pode ligar para o SAC da Black&Decker (0800-703-4644).

Onde descartar

Eletrodomésticos - A Comlurb oferece serviço gratuito de remoção de bens inservíveis (fogões, geladeiras, sofás, eletrodomésticos etc.). O pedido pode ser feito pelo teleatendimento (1746). São removidos no máximo seis itens por residência, exceto para bens de grande peso ou volume (geladeira, freezer), em que a quantidade é limitada a dois itens. Os resíduos podem ainda entregues a um sucateiro.

Celulares e baterias - Podem ser entregues nas assistências técnicas dos fabricantes de celulares e em lojas próprias das operadoras de telefonia celular. Podem ser descartados igualmente em postos nos supermercados Pão de Açúcar e Extra, além das agências do banco Santander.

Computadores e monitores - Podem ser doados às fábricas verdes que funcionam no Complexo do Alemão e na Rocinha. Há também um posto avançado na PUC.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Secretaria do Ambiente inscreve para curso sobre diversidade sexual


Aulas de educação ambiental estimulam conceitos e práticas para ambiente de trabalho sem homofobia

  
A Superintendência de Educação Ambiental, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), lançou, no último dia 13 de setembro, o curso de educação ambiental Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia. As aulas acontecerão no auditório da SEA, na Av. Venezuela n° 110, 6º andar, e começarão na terça-feira 16 de outubro.

O curso tem o objetivo de unir conceitos e práticas de sustentabilidade ambiental articuladas com a diversidade sexual, por meio do fortalecimento e implementação de políticas públicas de educação ambiental voltadas para questões socioambientais do cotidiano da comunidade LGBT.

Com 35 vagas disponíveis, as aulas começarão em 16 de outubro, se estendendo até 6 de dezembro, das 14h às 18h. O curso Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia terá duração de dois meses, com aulas duas vezes por semana, que incluirão módulos teóricos, oficinas práticas e atividades de promoção de cidadania. As aulas visam a estimular a ampliação dos conhecimentos da comunidade LGBT acerca da temática ambiental articulada com questões de identidade de gênero, além de divulgar técnicas de arte e artesanato com o reaproveitamento de materiais recicláveis como fonte de apoio à geração de trabalho e renda.

Os interessados devem se inscrever até a sexta-feira 12 de outubro, na Secretaria de Estado do Ambiente (Av. Venezuela n° 110, 5° andar), na Superintendência de Educação Ambiental, das 13h30 às 18h, ou pelo email ambientesemhomofobia@gmail.com.