quinta-feira, 31 de maio de 2012

Fábrica Verde do Alemão recebe a 1ª Jornada Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia

A Fábrica Verde Unidade do Alemão, recebeu uma das capacitações da 1ª Jornada Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia, realizada pela Superintendência de Educação Ambiental (SEAM), da Secretaria do Ambiente, em parceria com a Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos (Superdir), da Secretaria de Assistência Social e Direitos e Humanos (SEASDH), a jornada conta com o apoio da Superintendência de Território e Cidadania (STC).

A Jornada foi aberta da Sede da Secretaria do Ambiente, com a presença do Secretário Carlos Minc, do Coordenador do Programa Rio sem Homofobia Cláudio Nascimento e da Superintendente de Educação Ambiental, Lara Moutinho.

A capacitação para os alunos da Fábrica Verde foi realizada pelo Coordenador do Centro de Referência de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Almir França e pela Coordenadora de projetos da SEAM, Ana Paraense.

“Apoiar a luta contra a discriminação por orientação sexual é de suma importância e discutir sexualidade na comunidade é um desafio para todos nós, precisamos realizar novas capacitações, bate-papo, rodas de conversa, entre outras atividades para ajudar a todos a compreender que toda forma de amar vale a pena”, pontuou Ingrid Gerolimich, Superintende de Território e Cidadania. 


Confira as fotos: 






quarta-feira, 30 de maio de 2012

Artesãos de Comunidades Pacificadas marcam presença no Fashion Rio

 Danielle Rabello - SEASDH


A iniciativa foi articulada pela Superintendência de Territórios da SEASDH e pela Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA)


Foto: Amanda Révész

Os grupos Fitando Arte, Mulheres Guerreiras da Babilônia, Nena Fashion e Comunidade Fashion, das comunidades Chapéu Mangueira e Babilônia, que confeccionam seus produtos com material reciclável, expuseram seus produtos no estande do Governo do Estado no Fashion Rio. A iniciativa foi articulada pela Superintendência de Territórios da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e pela Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

Responsável pela Nena Fashion, Cosme Cesar, o Nena, gostou da experiência de participar do maior evento de moda do Rio de Janeiro e acredita que o evento abrirá novas portas de negócios para os artesãos das comunidades.

“Nunca nem pensei em entrar no Fashion Rio, quem dirá participar do evento expondo o nosso trabalho. Foi muito bacana, a receptividade foi boa, fizemos vários contatos, as pessoas tiravam fotos dos modelos com nossos produtos. Os cartões de visita que levei acabaram. Espero estar lá na próxima edição”, contou Nena.

A Nena Fashion, localizada nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira,  confecciona peças de moda praia e roupas de dia a dia com tecido feito de garrafa pet. O grupo já confeccionou peças neste material inclusive para os uniformes de alunos da escola de apoio educacional que atua no contra-turno acadêmico.

Uma das líderes do projeto COMUNIDADE FASHION,  projeto quer oferecer aos jovens das comunidades Chapéu Mangueira/Babilônia oficinas de moda tendo como produto final as apresentações das peças produzidas durante os encontros, Sabrina Campos, 18 anos, desfilou as peças da Nena Fashion durante o evento.

“Gostei muito de participar, fui muito bem tratada. Eu sempre desfilo as peças do Nena nos eventos da comunidade, mas nunca pensei em chegar ao Fashion Rio, quando ele me convidou fiquei super nervosa. Ele me entregou o vestido pronto e eu virei a noite bordando, mas valeu a pena. Agora tenho certeza que é isso que eu quero para minha vida. Sempre que precisar pode contar comigo para desfilar”, disse Sabrina.

O projeto Coletivo Fitando Arte nasceu de uma iniciativa da agência de Redes para a Juventude, ação patrocinada pela Petrobras. Tem como idealizadoras Renata Pedro e Vanessa Oliveira, jovens que se uniram com o objetivo de, através das técnicas artesanais e da moda gerar renda, trabalhar a auto-estima, capacitar e conscientizar mulheres das comunidades Chapéu Mangueira na técnica do trapilho (resíduos têxteis) e sacola plástica (lixo local) doados como materiais de desenvolvimento. O projeto se encaixa dentro dos 5 pilares da moda ética que é: Reduzir, Reutilizar, Reeducar, Replanejar e principalmente reinventar.

O grupo Mulheres Guerreiras da Babilônia (MGB) nasceu em 03 de fevereiro de 2011, na Comunidade Babilônia, pela união de 18 mulheres que cooperam entre si, desenvolvendo trabalhos artesanais com o objetivo de complementar a renda familiar. As peças que as MGB criam são bordadas e pintadas à mão e as ilustrações representam a forma como elas enxergam a comunidade onde vivem.

Foto: Amanda Révész                          
Foto: Amanda Révész
Foto: Amanda Révész
Foto: Amanda Révész
Foto: Amanda Révész
  

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fashion Rio: Carlos Minc lança coleção de roupas recicladas

Bernardo Moura - SRZD - 25/05/2012

Carlos Minc e Almir França 

Lixo, Joãosinho Trinta e Fashion Rio: o que estas palavras têm a ver uma com a outra? Tudo! Em plena temporada de moda de primavera/verão 2012/2013, a Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria do Ambiente em parceria com o Empório Almir França e o Fashion Rio lançaram a coleção 'O lixo virou luxo", pensada pelo estilista e coordenador do Projeto Eco-moda Almir França. A coleção para lá de sustentável mostrou roupas, bolsas, calças e bermudas feitas a partir de banners de edições passadas da semana de moda carioca e do próprio Carnaval. O SRZD esteve presente ao lançamento.
"Quando os materiais chegam sujos, todo mundo se apavora, mas quando ficam prontos e tomam forma, todo mundo chora de emoção", disse o coordenador.
Foto: SRZD
Almir, que tirou do carnavalesco Joãosinho Trinta a inspiração para sua coleção, conta que a ideia do projeto surgiu há muito tempo, quando o tema sustentabilidade ainda não era moda.

"Eu sempre achei o reaproveitamento uma coisa bacana de se fazer. Não por ser ecológico, mas pela sua textura. Com isso, podemos ter peças a custo baixo", disse.
Segundo ele, há um preconceito bobo em usar roupa reciclada, reutilizada, principalmente originada das classe A, B e C.
"As classes D e E são acostumadas a usarem roupas assim. Isso é uma moda que surgiu com as nossas avós. Foram elas quem criaram isso. E é bacana quando a periferia se reconhece nesse reaproveitamento", disse.
O projeto que conta com parcerias de algumas universidades privadas e públicas pretende se espalhar por todas as comunidades pacificadas da cidade do Rio. E foi justamente nesta tecla que o secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, também bateu ao defender a coleção. De acordo com o secretário, o objetivo é desenvolver atividades voltados para a 'eco-moda'.
 "Transformando lixo em moda da melhor qualidade. É o lixo fashion. As pessoas pensam que roupas recicladas são pobres, ruinzinhas. Não! Vão ter coisas top, tipo exportação. Vai ser um arraso geral", concluiu.
Entre canapés e salgadinhos, os convidados presentes no estande ainda ganhavam uma bolsa lindamente decorada a seu gosto feita pelos alunos do projeto na hora. 

Fotos do lançamento da coleção o Lixo virou Luxo no Fashion Rio

Fotos: André Gomes de Melo

Ingrid Gerolimich - Superintendente de Território e Cidadania
Lounge do Governo do Estado no Fashion Rio 
Lançamento da Coleção: O lixo virou luxo
Parte da coleção de moda sustentável 
Drags Queens fizeram a recepção no lounge - Tema do Fashion Rio foi SUSTENTABILIDADE
Gilda - Aluna capacitada em formação no Complexo do Alemão
Secretário Carlos Minc e o estilista Almir França
Carlos Minc e Almir França posam com bolsa produzida com resto de banenrs
Carlos Minc e o estilista Almir França - Coleção produzida pensando a sustentabilidade

FASHION RIO: JOVENS DO ALEMÃO APRESENTAM PEÇAS RECICLADAS

24/05/2012 - Julia de Brito - Imprensa RJ

Coleção O Lixo virou Luxo foi produzida com materiais usados na edição 2011 do evento de moda


Cerca de 90 jovens do Complexo do Alemão aprenderam a confeccionar bolsas, carteiras e mochilas, entre outros produtos, em oficinas promovidas pela Secretaria de Ambiente, por meio da Superintendência de Território e Cidadania, em parceria com o estilista Almir França. O resultado foi apresentado nesta quinta-feira (24/05) no Fashion Rio, no lounge do Governo do Estado. Chamada O Lixo virou Luxo, a coleção foi produzida com materiais doados pelo grande evento de moda, que acontece até amanhã. As peças foram confeccionadas com lonas de banners.
A iniciativa, que faz parte do projeto Eco Moda, busca trabalhar duas vertentes: a capacitação técnica dos alunos e a consciência ecológica.
Presente à abertura da exposição das peças, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, destacou que a Secretaria do Ambiente vem realizando uma série de atividades em comunidades pacificadas. Ele ressaltou ainda que o projeto Eco Moda mostra que materiais reciclados podem ser transformados em produtos de alta qualidade.
- Aproveitando material reciclado temos desenvolvido muitas ações, com a criação das fábricas verdes do Alemão e da Rocinha, que reciclam computadores. Aqui no Fashion Rio, esta é uma coleção que mostra que reciclagem é criatividade. O lixo pode ser transformado em moda – disse Minc.


Para o estilista Almir França, que há 20 anos realiza oficinas sociais, o projeto é inovador ao trabalhar com jovens de uma comunidade que era pautada pela violência.


- Este trabalho foi muito importante porque produzimos as peças com jovens de uma comunidade que não recebia serviços públicos e estava esquecida – disse o estilista.


Toda a coleção Lixo virou Luxo foi inspirada na obra do carnavalesco Joãosinho Trinta. Segundo a superintendente de Território e Cidadania da Secretaria do Ambiente, Ingrid Gerolimich, no início de junho as oficinas serão realizadas na comunidade da Rocinha.

- Vamos abrir inscrições na Rocinha, será mais uma oportunidade de trabalhar em duas frentes: capacitação técnica e sustentabilidade - disse Ingrid.
Em junho, as peças expostas no Fashion Rio serão apresentadas em desfile na estação Bonsucesso do Teleférico do Alemão.

Após participar das oficinas, Gilda Cristina Ferreira, de 35 anos, moradora de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, agora pretende ingressar no mercado da Moda. 
- As oficinas também me fizeram entender melhor o que é sustentabilidade e a importância de atitudes como a reciclagem – afirmou Gilda.



Foto: André Gomes de Melo