A 'Fábrica Verde' agora está montada
no pátio da PUC-Rio
(Agência
Brasil) - O projeto Fábrica Verde da Secretaria Estadual do
Ambiente do Rio de Janeiro ganhou nesta quarta-feira (22) mais um polo de
coleta de lixo eletrônico. Montado no pátio da Pontifícia Universidade Católica
(PUC), na zona sul do município, o polo quer estimular alunos e
professores da universidade, além de moradores da região, a doarem computadores
velhos e sem uso além de equipamentos eletrônicos. Com o projeto, jovens de
comunidades carentes são capacitados a transformar esses materiais em novas máquinas.
O Fábrica Verde já foi adotado com sucesso no Complexo do Alemão, na zona norte
da cidade, e na Rocinha, na zona sul.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, explicou que a PUC foi
escolhida como parceira em virtude da tradição de desenvolver projetos sociais
em comunidades carentes. Ele adiantou que o órgão assinou contratos
com empresas da área de informática para fornecer computadores, no
intuito de ampliar o programa. "Hoje a PUC assume formalmente não só esse
apoio, como também se converte em um centro de recepção de computadores
inutilizados tanto de empresas quanto de alunos e professores e vai alimentar
com a matéria-prima necessária para as nossas Fábricas Verdes. É um momento
muito importante", ressaltou.
De acordo com Minc, o projeto Fábrica Verde estimula os jovens a aprender uma
profissão e é bem aceito pelos jovens nas comunidades. "As pessoas que
estão na Fábrica Verde estavam largadas e hoje estão alegres. Agora, eles [os
alunos] têm camisas, andam arrumados, ganham lanches, estão aprendendo algo
novo. Então não deixa de ser uma ótima motivação e cria um clima de presença do
Poder Público que tantos anos ficou ausente, porque os criminosos controlavam o
território que agora foi reconquistado pelas UPPs (Unidades de Polícia
Pacificadora)", completou.
Ainda segundo Carlos Minc, em setembro, o órgão lançará na comunidade da
Mangueira, também na zona norte, o projeto da Ecomoda. Nele,
os interessados poderão fabricar roupas e acessórios com materiais
recicláveis.
O estudante do 6° período do curso de Jornalismo da PUC Guilherme Ferraz
Marçal, 20 anos, apoia a iniciativa e disse que vai contribuir entregando
equipamentos pouco utilizados em casa. "Sabendo dessa iniciativa na minha
faculdade, acho que vou até procurar nas minhas gavetas para ver se tenho algum
aparelho que não vou mais utilizar, que possa ser transformado em outra coisa
mais produtiva do que ficar parado no armário", disse.
O projeto Fábrica Verde foi lançado em maio de 2011 no Complexo do Alemão e
expandido para a Rocinha, em junho deste ano. Nele, cerca de 250 jovens
aprendem a transformar computadores sem uso, doados por moradores e
empresários, em novas máquinas. Após a reforma, os equipamentos são doados a
telecentros comunitários. Com o incentivo, esses jovens recebem uma ajuda de
custo no valor de R$ 120. Os que se destacam, podem ser contratados como
monitores e passam a receber uma bolsa de R$ 600.
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