Projeto Fábrica Verde, que transforma lixo em inclusão digital, será apresentado nesta sexta-feira em evento no MAM
A Superintendência de Território e Cidadania (STC), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), participa hoje (21/06) do encerramento do III Fórum Internacional Rio Cidade Criativa, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio.
Como representante da STC, a superintendente Ingrid Gerolimich exibirá o trabalho desenvolvido pela Fábrica Verde, que oferece qualificação profissional de montagem e manutenção de computadores há quase dois anos nas comunidades do Complexo do Alemão e há mais de um ano nas da Rocinha.
Além da capacitação profissional, a iniciativa também fomenta a inclusão digital e social em locais caracterizados pela vulnerabilidade socioeconômica. Os computadores reciclados, a partir das doações recebidas, são instalados em telecentros comunitários gratuitos.
Iniciado em 2011, o projeto já formou mais de 700 alunos e recebeu em doações mais de 100 toneladas de lixo eletrônico (informática e outros), que foram convertidos em aproximadamente dois mil máquinas novas, de onde inclusive saíram os equipamentos que deram origem aos 35 telecentros públicos espalhados pelo Rio de Janeiro. Ao material não aproveitado, é dado o descarte correto através de parceria com a Febracom.
Em sua terceira edição, o Fórum, que começou na quinta-feira 20 de junho, conta com palestras de especialistas internacionais, mesas-redondas, uma tenda de Diálogos Informais e a apresentação de trabalhos artísticos da Cidade do Rio de Janeiro, que enfatizam a força inovadora das artes, da arquitetura e da estética no contexto do processo de “clusterização” de cidades criativas.
Idealizado por Regina Miranda. O Fórum Internacional Rio Cidade Criativa é a instância pública mais evidente do projeto Rio, Cidade Criativa 2010-2020, tendo como tema o desenvolvimento de CUMPLICIDADES: CLUSTER DE CIDADES CRIATIVAS.
Inicialmente focando na cidade do Rio e seus possíveis intercâmbios com outros municípios do Estado do Rio de Janeiro, o fórum analisa e projeta suas possíveis convergências, circuitos e territórios criativos, acreditando que esta oportunidade amplie o território criativo da cidade, bem como apresente questões e práticas que poderão ser pertinentes para outras cidades, estados e regiões do país.
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