quarta-feira, 30 de outubro de 2013

TV Verde forma 50 alunos no Alemão

Projeto da Secretaria do Ambiente oferece cursos de capacitação em técnicas audiovisuais com cinco meses de duração

Fotos: ASCOM – SEA

 

As exibições de curtas-metragens e de um documentário com roteiros e edições impecáveis marcaram a solenidade de formatura da primeira turma de 50 alunos do Projeto TV Verde; iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promovida na comunidade pacificada do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

Bastante aplaudidos pela plateia que lotou o Cinema Nova Brasília, no Morro do Alemão, os vídeos foram produzidos e editados pelos próprios alunos da TV Verde, sob a coordenação do cineasta Paulo Ballado, que já foi diretor da TV Novo Degase – primeira TV socioeducativa do Brasil.
Lançado em junho deste ano, no Complexo do Alemão, o Projeto TV Verde oferece cursos de capacitação em técnicas audiovisuais com cinco meses de duração. Durante o curso, os alunos recebem uma ajuda de custo mensal no valor de R$ 120,00. A TV Verde opera no formato de webTV, veiculando seus vídeos pela internet.

Em clima de festa, a cerimônia começou com a apresentação de poesias, do trio de cantoras de hip-hop Negras de Atitude – com letras que questionavam a violência doméstica contra a mulher – e de dois bailarinos da comunidade que apresentaram o espetáculo Batalha dos Passinhos - uma modalidade de dança de rua nascida nas comunidades do Rio que acompanha o ritmo das batidas de funk.
Ao participar da cerimônia de formatura, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que o Projeto TV Verde tem como objetivo não só promover capacitação profissional para moradores de comunidades pacificadas, mas também oferecer a oportunidade dessas pessoas expressarem na tela o seu olhar:
“Isso completa bastante a ideia de território e cidadania, não só pelo fato de se aprender a fazer alguma coisa, mas de permitir que o morador da comunidade expresse o seu olhar. A comunicação é poder, e o cidadão não pode ser apenas o receptor dos códigos do poder. Eles têm de ser também receptores e transmissores dos códigos do poder. Essa é a verdadeira ocupação, porque descoloniza, coloca o olhar da comunidade através da música, da imagem e da cultura”, destacou Minc.
DEDICAÇÃO E UNIÃO
Coordenador do curso, o cineasta Paulo Balladas disse que ficou muito satisfeito com o engajamento dos alunos e com sua participação na produção dos vídeos:
“Tivemos muita sorte porque os alunos foram excelentes, todos eles se dedicaram muito e trabalharam muito unidos. Daí, a gente teve a ideia de apresentar três vídeos na formatura deles. Então, as turmas se dividiram em grupo e, a partir daí, surgiram as produções Lajes Culturais – que falam de alguns projetos que acontecem no Alemão –, Pós Elas – que retrata o ponto de vista de algumas mulheres após a pacificação – e o documentário Ocupação Verde, sobre a história do Projeto Fábrica Verde, tendo o Bruno Alcântara como fio condutor. Vamos abrir o segundo módulo e temos muita coisa ainda para oferecer”, disse o cineasta.
A superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, destacou que as aulas da próxima turma, também com 50 alunos, começam em novembro: “A ideia é de que tenhamos duas turmas por ano. O curso tem duração de cinco meses”.
Além dos trailers das três últimas produções da turma, também foi exibido o documentário Ocupação Verde, que retrata a história do Projeto Fábrica Verde, iniciativa da SEA que tem o objetivo de transformar lixo eletrônico em inclusão digital, por meio do reaproveitamento de computadores, monitores e impressoras usados, com a geração de empregos para moradores de comunidades pacificadas.
Um dos destaques do documentário foi o personagem Bruno Alcântara, que começou como aluno da Fábrica Verde, passou a monitor e depois a professor. Bruno conta que com a ajuda de custo de R$ 600, dada aos monitores da fábrica de reciclagem de computadores, conseguiu se formar no Senac como operador de câmera, e hoje faz parte da equipe da TV Verde como auxiliar de produção:
“O Fábrica Verde me deu a chance de chegar a professor. Eu nem sabia que tinha essa capacidade, pois sempre tive pavor de falar em público. E hoje, estou trabalhando como auxiliar de produção da TV Verde”, disse.
Morador do Complexo do Alemão e aluno do curso do Projeto TV Verde, Erick Alexandre, 18 anos, também atuou no curta-metragem Benegay. Ele conta que o projeto TV Verde é uma iniciativa que está lhe dando a chance de ingressar no mercado de trabalho:
“As aulas também me deram a oportunidade de me expressar melhor, pois sempre fui muito introvertido. Quero muito trabalhar com comunicação, por isso eu busquei fazer o curso oferecido pelo projeto TV Verde”, afirmou.
Fonte: ASCOM - Secretaria do Estado de Ambiente
 
Leia mais:

Encontre no Facebook: #SEA #STC #TVverde

Nenhum comentário :

Postar um comentário

A STC agradece o seu comentário e visita!