terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Alunos do Comunidades Verdes agora são Viveiricultores

Atividade foi realizada pelo Instituto de Responsabilidade Socioambiental do Jardim Botânico em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e terá como desdobramento a colocação dos jardineiros no mercado de trabalho

Fotos: Adair Aguiar
Alunos do Comunidades Verdes comemoram o recebimento de certificados
Nem mesmo a manhã nublada e chuvosa ofuscou o brilho do sorriso dos jardineiros comunitários do projeto Comunidades Verdes. É que hoje, 17 de dezembro, foi um dia especial para os 37 participantes da iniciativa promovida pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), coordenado pela Superintendência de Território e Cidadania (STC), foi o dia da formatura deles curso de Viveiricultor. Agora, mais do que nunca estes profissionais da área de jardinagem estão preparados para conquistar espaços no mercado de trabalho.


O evento começou com um pequeno atraso, pois devido ao mau tempo, alguns dos educandos, moradores de comunidades mais distantes na Zona Sul do Rio, enfrentaram dificuldades no trânsito. Mas nada que os impedisse de comemorar com alegria esta vitória. A cerimônia iniciou com uma sucinta apresentação do Projeto e a execução do Hino Nacional, conduzido no sax e violão, tocados pelos filhos da aluna, Ronilda G. de Jesus Villar, 54, da unidade Morro do Fogueteiro.

A superintendente Ingrid Gerolimich elogia
o desempenho dos alunos formados
Após este momento, um slideshow trazia fotos dos alunos com a mão na massa, durante os três meses de formação, no Jardim Botânico. Com isso, foi composta a mesa de apresentação da solenidade. Para falar, a superintendente de Território e Cidadania Ingrid Gerolimich e a chefe de Gabinete do Jardim Botânico, Ana Batista dividiram espaço com a ex-coordenadora do Projeto, Verônica Castro e a representante do Solar da Imperatriz, local de evento.

 Ingrid falou com empolgação com os educandos, elogiou-os em um discurso de estímulo à busca por conhecimento e espaços no mercado profissional. Ela declarou que o esforço do grupo motivou constantemente a realização do Projeto. Ela afirmou que:

- Esse empenho, essa dedicação, a vontade de fazer dar certo é o que traz ânimo para gente de continuar. Agradeço demais por tudo que vocês ensinaram para gente nesse um ano de comunidades verdes. – A superintendente aproveitou a ocasião para reiterar o desejo de estreitar relações e construir novas parcerias com o Jardim Botânico.

Vocês estão fazendo história!

Solenidade aconteceu no Solar da Imperatriz
A representante do Solar da Imperatriz desejou aos formandos “sorte para trabalhar bem, onde conseguirem se colocar, que sejam muito felizes”, declarou, Neusa Tamoio. O espaço escolhido para celebrar a formatura tem jardins assinados por ninguém menos que Burle Marx, o maior nome do paisagismo no Brasil.

A ex-coordenadora do Comunidades Verdes, Verônica Castro, não deixou de comparecer ao momento ápice da formação dos jardineiros. Foi ela quem costurou esta parceria que desencadeou esta realização. Emocionada, mal conseguia falar leu o que gostaria de dizer aos formandos. Entre palavras também estimuladoras, Verônica disse que o grupo está “fazendo história e que ela se multiplique”. Ela prometeu continuar a ajudar os alunos, através de seu novo trabalho, com indicações para serviços de reflorestamento.

O gestor da unidade Formiga, Sebastião Matheus da Silva, representou os alunos na cerimônia e leu uma bela poesia sobre evoluir conotado no gesto de plantar uma semente que dá frutos.

Encaminhamento profissional pós-formação

Todos os participantes do curso de viveiricultor que quiseram, foram inscritos em processos seletivos para inserção profissional no Tribunal de Contas do Rio e no próprio Jardim Botânico. Está praticamente fechado o aproveitamento dos formandos em vagas de jardinagem disponíveis nestes dois locais.

Dona Dadinha, 83 anos,  recebe certificado 
A educanda de maior idade e também maior disposição física, Maria da Piedade estava radiante em seus trajes elegantes escolhido para o momento. A mulher de pouco estudo formal, mas de grande história de vida, no alto dos seus 83 anos recebeu o certificado e confessa com olhos mareados que “está muito feliz”. “Para mim é muito importante. Representa tudo, de eu saber e poder passar, meu rendimento aumentou. Foi uma maravilha!” – dispara dona Dadinha, moradora do Batan.

De um extremo a outro, encontra-se o jovem Robert Parente da Silva, 20, vindo do Complexo do Alemão. Ele declara que a experiência “foi excelente! Aprendi mais do que eu já sabia. Espero que através do trabalho eu cresça na jardinagem!” Anseia um dos mais novos educandos.

Para Sueli da Costa Barros, 72, integrante do núcleo Formiga o curso permitiu ter “conhecimento de outras pessoas, de algumas coisas de plantar que eu não sabia e aprendi aqui”. A aluna Ronilda G. de Jesus Villar declarou que:

- a formação foi magnífica! Aprendi coisas que eu achava que não tinha capacidade para trabalhar e ajudar o meio ambiente. O projeto fez eu realizar esse sonho de trabalhar  com a natureza. Estou fazendo um teto verde na minha casa de maracujá! – empolgou-se a jovem senhora, que ainda disse não ter preço a presença dos filhos neste momento de conquista dela.

Parceria aprovada

A chefe de Gabinete do Jardim Botânico, Ana Batista, falou acerca do processo de democratização que se vive contemporaneamente como algo a ser transformado pelo trabalho e o aprendizado. Ressaltando a importância do agir, ela relembrou o papel dos jovens da geração que lutou contra a ditadura no país e declarou:

- Podemos compreender que nossa ação tem a ver com toda essa transformação. Produzir conhecimento é muito importante! É com grande alegria que a gente acolhe esta realização. – Ao parabenizar os ilustres do dia, ela mencionou sua visão sobre projeto da SEA/STC, que de acordo com ela está baseado no ato de “cuidar”. “É o cuidado com a terra, com a vida, com o ambiente”.

O coordenador e professor da área de responsabilidade socioambiental do Jardim Botânico, João Carlos afirma que chegar à formatura deles foi gratificante. 


- Para gente é gratificante saber que no final da qualificação eles podem contar com a capacitação para estar inseridos no mercado de trabalho. Hoje, através do certificado que dá empoderamento a eles de serem profissionais da área de meio ambiente.

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