segunda-feira, 5 de novembro de 2012

PROJETO ECOMODA CAPACITA JOVENS NA MANGUEIRA


Imprensa RJ
31/10/2012 - 17:33h - Atualizado em 31/10/2012 - 17:33h 
 » Fabiana Paiva

Moradores terão cursos como desenho de moda, ilustração, costura e modelagem


Com a proposta de transformar lixo em luxo, a Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria de Ambiente inaugurou, nesta quarta-feira (31/10), o Projeto EcoModa na Mangueira. Mostrando o conceito de moda sustentável aprendido no primeiro mês de aulas, os 150 alunos expuseram suas criações. Retalhos, jeans velhos, garrafas de plástico e até CDs ganharam cara nova e foram parar na passarela e na decoração da festa.

Todo o projeto vai capacitar 450 moradores da comunidade, 150 a cada três meses. Os interessados têm a opção de escolher entre os cursos de estamparia, desenho de moda, ilustração, costura, modelagem, serigrafia, design de acessórios e bordado. Para se inscrever é preciso ter, no mínimo, 16 anos e viver na Mangueira. Durante o período de aulas, os participantes ganham uma bolsa auxílio de R$ 120 por mês.



- Queremos oferecer qualificação profissional e meios de geração de renda aos moradores. O EcoModa quer mostrar que quem está na comunidade pode impactar o mercado. Depois dos cursos, queremos montar uma cooperativa, abrir pontos de venda em shoppings e, quem sabe, até participar do Fashion Rio - almeja Ingrid Gerolimich, superintendente de Território e Cidadania.

Encantado com a decoração de lonas bordadas e CDs em formato de fuxico, o secretário de Ambiente, Carlos Minc, destacou que a chegada do projeto na Mangueira foi possível graças à retomada do território.

- Olha esse teto, lindo, alegre e decorado. É a poluição transformada em criatividade. O EcoModa vai ampliar a oportunidade de jovens e mostrar que eles têm valor. A pacificação abriu as portas e janelas para nós trazermos essa proposta de consciência ambiental e geração de renda - disse Carlos Minc.

Aluno do curso de desenho de moda, o estudante Guilherme Oliveira de Souza, de 18 anos, estava eufórico com o desfile dos primeiros modelos criados por ele.

- Deram o tema de Mangueira, a comunidade e a árvore, e desenhei as peças. Nunca pensei que poderia ter uma oportunidade como essa aqui, mas já consigo imaginar colegas na passarela com modelos feitos por nós - sonha o jovem.

Uma das autoras do teto elogiado pelo secretário, a psicopedagoga Damiana Maria dos Santos, de 42 anos, entrou no curso de estamparia para aperfeiçoar sua abordagem com crianças especiais.

- O curso agrega muito porque mexe com cores, desenhos e desenvolve muito o trabalho manual. É uma ótima oportunidade para todos nós - avalia Damiana.

A superintente de Território e Cidadania aproveitou a festa para anunciar que o projeto fez uma parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

- Vamos receber todo material descartado pelas escolas de samba depois do carnaval. Aquilo que eles não reaproveitarem vai virar fashion e vai para o mercado - adiantou.

Veja as fotos da Inauguração Aqui!





quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Secretaria do Ambiente inaugura projeto Ecomoda na Mangueira


Projeto visa a capacitar alunos em técnicas de corte e costura, modelagem, bordado, desenho e estamparia com foco no reaproveitamento de tecidos usados e outros materiais
Ascom SEA
Sandra Hoffmann
Um dos redutos do samba carioca, a Mangueira – 18ª comunidade pacificada do Rio de Janeiro – se prepara para ser referência em moda sustentável. Em solenidade em que o cantor e compositor Nelson Sargento foi homenageado, foi inaugurada hoje (31/10) a primeira unidade no Rio de Janeiro do Projeto Ecomoda, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), que visa a capacitar moradores da Mangueira em técnicas de corte e costura, modelagem, bordado, desenho e ilustração de moda e estamparia, com foco no reaproveitamento e reutilização de materiais.

Funcionando em prédio de 450m², com 50 máquinas de corte e costura, na Travessa Saião Lobato, na localidade conhecida como Buraco Quente, o Projeto Ecomoda vai capacitar 150 alunos da comunidade no curso do projeto, com duração prevista para três meses. Ao longo do curso, os alunos inscritos receberão ajuda de custo de R$ 120 reais mensais.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia de abertura, destacou que a inauguração do projeto Ecomoda foi possível graças à pacificação da comunidade. “O objetivo do projeto Ecomoda é transformar lixo em luxo, pois vai capacitar os alunos em moda, a partir do reaproveitamento de material que iria para o lixo. Por exemplo, banners foram transformados em bolsas, retalhos deram lugar a vestimentas de bom gosto. Após a capacitação, o nosso objetivo é de que as peças confeccionadas por esses alunos sejam comercializadas em shoppings centers, por exemplo, com a renda obtida sendo revertida para os próprios alunos do projeto Ecomoda. Então, o projeto vai transformar lixo em luxo, vai reciclar e vai gerar renda para a própria comunidade.”
Em sua fala, Minc destacou ainda a promoção pela SEA do projeto da Fábrica Verde, outra importante iniciativa desenvolvida nas comunidades pacificadas do Alemão e da Rocinha, que transforma lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para as comunidades. Pelo programa, os jovens são capacitados em montagem e manutenção de computadores a partir de peças de computadores doadas. 
Já nas mãos dos alunos do projeto Ecomoda, restos de tecidos de confecções, retalhos, jeans e banners doados, que normalmente iriam para o lixo, começaram a ganhar um novo visual: banners foram transformados em bolsas e retalhos deram lugar a blusas, saias e vestidos de bom gosto. Até mesmo CDs, que seriam descartados, ganharam adornos com detalhes em fuxicos e bordados, sendo transformados em peças de decoração na sala do prédio onde passou a funcionar o Projeto Ecomoda.
O ponto alto da festa foi a homenagem ao cantor e compositor Nelson Sargento, um dos baluartes da Mangueira, que foi prestigiado com um desfile das alunas do curso com peças produzidas por elas mesmas. “Depois de 62 anos morando aqui na Mangueira, sempre acreditei que um dia nossa comunidade teria de volta a sua dignidade. Eu já sabia que isso, um dia, iria acontecer. E a pacificação chegou e as oportunidades para os nossos jovens também. Só nos resta apoiar e aplaudir esta oportunidade, pois estes jovens são o nosso Brasil de amanhã”, disse.
Responsável pelo projeto, a superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich, disse que a iniciativa visa também a despertar nas pessoas uma nova visão de moda, que é a moda sustentável. “Além deste, vamos inaugurar, em breve, na comunidade pacificada do Salgueiro, na Tijuca, o projeto Ecobuffet. O objetivo é promover a inclusão social e econômica de moradores dessas comunidades através de capacitações em aproveitamento integral de alimentos, culinária, empreendedorismo e educação ambiental.”
Ingrid Gerolimich destacou ainda que o projeto Ecomoda ganhou o apoio da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que vai doar materiais de carnaval das escolas de samba para o projeto.

O estilista e educador social do projeto, Almir França, destacou que a moda sustentável abre uma nova era para o mundo da moda. “O que me desperta a atenção é a possibilidade de aproveitar o lixo que não tem mais utilidade para uns e que pode virar textura para essa nova indústria da moda. Hoje, a indústria têxtil não tem mais o que inventar, então é preciso se reiventar naquilo que já existe. E o Brasil sai na frente, pois o país possui a melhor matéria-prima, que é o algodão, por exemplo. A durabilidade dele é grande. Então precisamos fazer com que os tecidos voltem a ser fibras e que voltem a ser tecido novamente, mas com uma nova textura. E um caminho, neste sentido, é a reciclagem.”

A psicopedagoga Damiana Maria dos Santos, 46 anos, é uma das alunas do curso de estamparia do Projeto Ecomoda. Ela conta que decidiu fazer o curso para adquirir mais conhecimento e, assim, melhorar o seu trabalho. “Em psicopedagogia, eu utilizo muito cores em meu trabalho com crianças. E como estamparia explora justamente a cor, eu resolvi fazer o curso para aprimorar o meu trabalho. Afinal, conhecimento nunca é demais”, disse ela, que fez fuxicos e bordados nos CDs que foram transformados em peças de decoração.

MODA SUSTENTÁVEL GANHA ESPAÇO NA MANGUEIRA


Banners transformam-se em bolsas. Paletós viram vestidos. Anéis de alumínio das latinhas de refrigerantes ganham forma de enfeites em roupas e acessórios. Em tempos onde a preocupação com a sustentabilidade está em alta, o projeto EcoModa da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), por intermédio da Superintendência de Território e Cidadania, tem sua primeira sede montada na comunidade da Mangueira.




As aulas começaram no dia 17 de setembro e já estão colhendo resultados. Vera Lúcia da Silva Monteiro, aluna do curso de Bordado, aprendeu a fazer bolsas observando o que estava sendo ensinado na sala ao lado da sua, no curso de Designer de Acessórios. Resultado: Vera já recebeu encomendas de cinco bolsas e garantiu uma renda extra no mês.

- Aprendi que o lixo pode virar ouro. Estou sempre de olho em objetos que podem ser reaproveitados. Trabalhava em casa com costura há bastante tempo, mas não sabia bordar. Faço aulas há quatro anos em outro lugar, mas não é tão produtivo. Aqui, em pouco tempo, assimilei muita coisa, e o curso já está rendendo frutos – ressalta Vera Lúcia, mãe dos gêmeos Wendel e Wesley, de oito anos, e de Walacy, cinco. – Fiz o curso técnico de contabilidade para atender ao pedido do meu pai, mas depois que meus filhos nasceram, decidi realizar um sonho antigo: o de trabalhar com moda.
Ao contrário de Vera Lúcia, Andressa de Oliveira Santos, aluna do curso de Acessórios, deparou-se com um mundo totalmente novo, e agora não pensa mais em sair do caminho da moda.
- Nunca mexi com costura. A única coisa que eu sabia fazer era enfiar a linha na agulha e achar que estava costurando. Estamos aprendendo a fazer bolsas e a reaproveitar roupas que pensávamos que não valia mais a pena.
Além de Bordados e Designer de Acessórios, a EcoModa dispõe ainda de mais quatro cursos que fazem parte de um currículo formal: Corte e Costura, Estamparia e Serigrafia, Modelagem e Desenho de Moda e Ilustração. As aulas têm três meses de duração, e além do aprendizado, as alunas recebem uma bolsa-auxílio de R$ 120 por mês. No fim do trimestre, as melhores alunas serão convidadas a ocupar o cargo de monitoras das futuras turmas, e receberão uma ajuda de custo de R$ 600 mensalmente.
Segundo o coordenador criativo da EcoModa, Almir França, o projeto já estava sendo testado há um ano em outras comunidades. A inauguração oficial do projeto na Mangueira acontecerá no dia 31 de outubro.
- É um projeto que tem muito a ver com a pacificação nas comunidades. É uma resposta do Estado para essa questão. Entende-se que moda, estética, arte são desejos desses cidadãos. É importante ver o que as comunidades estão fomentando e produzindo em nível de reaproveitamento, e pensar o quanto isso pode dar cidadania e autoestima aos moradores. Hoje falamos muito em reaproveitamento, reciclagem e na questão ambiental. É preciso pensar que nem tudo é lixo necessariamente. As coisas podem ter um tempo de vida maior, e reaproveitar uma peça ou criar uma nova textura também pode ser ‘fashionista’.
Superintendente de Território e Cidadania da SEA, Ingrid Gerolimich ressalta que a Ecomoda é um projeto que surge para dar novas oportunidades às comunidades e abrir uma nova discussão na sociedade.

- A ideia é trabalhar sempre na perspectiva de gerar renda e de desenvolver um projeto de economia verde para as comunidades pacificadas. A EcoModa surge da importância que vemos nesse mercado mesclando sustentabilidade e reaproveitamento. A ideia é construirmos ao final do projeto um empreendimento que fale sobre moda sustentável e que chegue ao mercado com qualidade.
Ingrid explicou ainda que uma parceria está sendo feita com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) para o reaproveitamento das fantasias de Carnaval e também com as empresas que estão retomando suas atividades na Mangueira.
- Muitas empresas saíram por causa do tráfico de drogas e da criminalidade. A ideia é mostrar que está sendo aberto um novo cenário para investimento na Mangueira. Com projetos como esse, queremos mostrar que a comunidade está disposta a participar e que ela precisa desses incentivos. As empresas hoje são muito bem-vindas e encontrarão um celeiro com pessoas que produzem com qualidade e que são grandes artistas. É isso que queremos mostrar para todo o Rio de Janeiro, ressaltou.
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

FÁBRICA VERDE ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO DE MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES

29/10/2012
» Rodrigo Burgos - ASCOM/SEA
Iniciativa tem o objetivo de gerar emprego e renda para jovens moradores de comunidades pacificadas pelo Governo do Estado


A Superintendência de Território e Cidadania (STF), da Secretária de Estado do Ambiente (SEA), abriu as inscrições para o Curso de Montagem e Manutenção de Computadores da Fábrica Verde, Unidades 1 e 2, a ser realizado no Complexo do Alemão e na Rocinha. As inscrições vão até 4 de dezembro, das 9h às 17h.

O curso tem duração de três meses e oferece bolsa–auxílio de R$ 120,00. As aulas serão ministradas nos turnos da manhã e da tarde. O processo seletivo acontecerá de 5 a 7 de dezembro, das 9h às 11h ou das 14h às 16h.

O projeto Fábrica Verde tem o objetivo de transformar lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para jovens moradores de comunidades pacificadas pelo Governo do Estado, a partir da implantação de UPPs (Unidades de Polícias Pacificadoras). 

A primeira Fábrica Verde foi instalada nos arredores do Complexo do Alemão. Em junho 2012, foi inaugurada a segunda Fábrica Verde, na Rocinha. Os alunos aprendem a reciclar computadores, monitores e impressoras usados, se especializando em montagem e manutenção desses aparelhos.