sexta-feira, 20 de julho de 2012

Fábrica Verde é destaque no Jornal da Globo

A Fábrica Verde, unidade do Alemão, projeto desenvolvido pela Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria de Estado do Ambiente, foi destaque no Jornal da Globo, em matéria que aborda o crescimento da produção do lixo eletrônico no Brasil e a sua respectiva falta de destinação adequada. Confira:


Por André Trigueiro


Brasil é campeão na geração de lixo eletrônico por habitante



O lixo eletrônico cresce três vezes mais que lixo convencional e, segundo a ONU, a situação é mais preocupante nos países emergentes.



O mundo está ficando pequeno demais para tanto lixo eletrônico. São aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano. Os Estados Unidos lideram o ranking com três milhões de toneladas, seguidos de perto pela China, com mais de dois milhões de toneladas anuais.

Hoje, o lixo eletrônico cresce três vezes mais que lixo convencional e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a situação é mais preocupante nos países emergentes. Principalmente no Brasil, campeão na geração de lixo eletrônico por habitante: meio quilo por ano.

O problema é que a maior parte desses resíduos não tem ainda destinação adequada. Um risco para o meio ambiente e a saúde. “Os principais metais pesados são chumbo e são mercúrio. Esses metais geralmente fazem mal para o aparelho respiratório e também para o aspecto neurológico”, fala a coordenadora do Centro de Descarte de Reuso de Resíduos de Informática (CEDIR), Tereza Cristina Carvalho.

O maior centro público de descarte e reuso de lixo eletrônico da América Latina funciona num galpão de 450 metros quadrados, na Universidade de São Paulo (USP). Para o local são levados até 20 toneladas de resíduos por mês. A maior concentração de metal pesado está nos televisores de tubo que concentram até 6 kg de chumbo por unidade, ou nos antigos monitores de computador, que reúnem até 4 kg do mesmo metal cada um.

Toneladas de veneno se misturam com diversos tipos de plásticos, metais e componentes, material jogado fora, mas que tem alto valor de mercado. Sem contar as máquinas que, em muitos casos, ainda funcionam.

Do lado do galpão da USP, um grupo de catadores aprende a desmontar computadores do jeito certo. O curso atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a inclusão dos catadores de lixo.

“São duas lições principais: a primeira é a questão da segurança, então de como não se contaminar trabalhando com lixo eletrônico e a segunda, que é mais interessante para os catadores é a questão da renda. Em média, a desmontagem e a separação de cada uma das peças valoriza em até 10 vezes, o valor da sucata de ferro”, explica o estudante de mestrado da Poli-USP, Walter Akio Goya.

“Antigamente o que era vendido por R$ 50 hoje em dia a gente chega a alcançar até R$ 1.500 mil com a venda”, fala o catador André Luis Gonçalves.

Cada tipo de material vai para uma empresa de reciclagem diferente. O centro já doou e emprestou 800 computadores reciclados para projetos sociais e a própria USP usa componentes e peças no conserto de seus computadores.

Quem também está aprendendo a transformar lixo eletrônico em dinheiro é a garotada do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A Fábrica Verde já formou 360 técnicos em informática.

Para cada três computadores doados, um é reconstruído e entregue para associações de moradores, ONGs e creches que atuam nas comunidades.

“Primeiro daqui eu vou levar para minha comunidade. Eu começo com meus parentes. Automaticamente, quando você começa a se associar a um, um espalha pro outro e assim vai crescendo. Hoje eu sou uma pessoa na Fábrica Verde, mas amanhã é um grupo todo”, avisa Geraldo Natal de Almeida.

A Fábrica Verde já doou 20 toneladas de material reciclado para reaproveitamento em vários setores e também oferece cursos de empreendedorismo.

“A gente tem exemplos de jovens que de alguma forma tinham alguma ligação com o tráfico e hoje encontram uma perspectiva diferente. Quer dizer, uma nova forma de ganhar a vida e ao mesmo tempo também saindo daqui com uma consciência social completamente diferente, enfim que na realidade nem existia”, afirma a coordenadora do projeto Fábrica Verde, Ingrid Gerolimich.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

AO LADO DE BAN KI-MOON, MINC CRITICA ´ESQUIZOFRENIA AMBIENTAL´ DE PAÍSES RICOS


Amigos,

Recomendo a leitura da reportagem sobre o painel "Lideranças e Sustentabilidade para o Mundo Urbano em 2030",que aconteceu durante a Rio+20, onde o Secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, ao lado do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, faz uma crítica enfática aos países mais ricos pela falta de protagonismo em relação à conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Em tempo, a Superintendência de Território e Cidadania foi destaque na fala do secretário Carlos Minc pelo trabalho desenvolvido nas comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. Minc apresentou os projetos da STC às delegações, nacionais e internacionais, como exemplos a serem aplicados no desenvolvimento de cidades sustentáveis.

Ingrid Gerolimich
Superintendente de Território e Cidadania
Secretaria de Estado do Ambiente


Minc foi um dos participantes do painel Liderança e Sustentabilidade para o Mundo Urbano em 2030, no Pavilhão Rio, no Parque dos Atletas, representando o governador Sérgio Cabral.

Ao participar hoje (21/6) de painel que teve como destaque o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, arrancou aplausos da plateia ao criticar o esforço dos países mais ricos em angariar recursos para serem investidos em instituições financeiras e empresas, mas sem assumir compromissos mais fortes para a proteção ambiental.
  
Minc foi um dos participantes do painel Liderança e Sustentabilidade para o Mundo Urbano em 2030, no Pavilhão Rio, no Parque dos Atletas, representando o governador Sérgio Cabral. Para o secretário do Ambiente, estamos presenciando uma “esquizofrenia planetária”:
  
“De um lado, tivemos a reunião do G20, com os países mais ricos do planeta discutindo e angariando um fundo de US$ 450 bilhões para injetar em empresas e em instituições financeiras. Do outro lado, temos a Rio+20, uma reunião com 190 chefes de estado em que não se conseguiu recursos para a proteção dos oceanos, para a proteção da biodiversidade. Eu acho que essas duas vertentes não poderiam estar tão separadas. Isso gera uma esquizofrenia. Daí, eu pergunto: se o planeta derreter, se as ilhas submergirem, em que planeta estas empresas e estes bancos vão investir os 450 bilhões de dólares que conseguiram no G20? É como se tivéssemos dois planetas: um, econômico, e o outro, socioambiental”, disse ele, sob intensos aplausos de um auditório lotado.

No painel, Minc prestou solidariedade ao esforço das cidades e dos gestores que quererem estabelecer um compromisso para um mundo sustentável, destacando que o Rio de Janeiro apoia essa meta ambiental. O secretário destacou então alguns importantes programas socioambientais que o Governo do Estado está implementando nas comunidades pacificadas do Rio, citando, como exemplo, o programa Fábrica Verde, de inclusão digital.
  
“A partir de computadores usados que foram doados, jovens da comunidade pacificada do Complexo do Alemão estão sendo capacitados na manutenção e na montagem de computadores que, posteriormente, são doados para a própria comunidade”, destacou o secretário.

Em seu discurso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon disse que ações realizadas em níveis regional e local são essenciais para uma política global de desenvolvimento sustentável. Assim como outros participantes da mesa do painel, Ban Ki-moon destacou o papel das cidades para resolver graves problemas ambientais que, em última instância, foram criados pelos próprios centros urbanos.
  
Segundo ele, é preciso andar cada vez mais perto de governos locais e de líderes em todo o mundo para criar modelos de ação que podem ajudar a criar sustentabilidade.
  
"Cada país é uma soma de cidades, e as soluções passam por governos locais. A maior parte dos problemas relacionados à sustentabilidade se manifesta exatamente nas cidades, e portanto é nas cidades que devem surgir as soluções para os problemas”, destacou Ban Ki-moon.
  
O evento promovido hoje no Pavilhão Rio foi organizado pelo Iclei (sigla em inglês de Governos Locais pela Sustentabilidade, uma associação global de governos locais que defende ações ligadas ao desenvolvimento sustentável).

Rio+20: 'Foi uma meia bomba, mas não é certo culpar o Brasil', diz Minc

Gustavo Ribeiro | Sustentabilidade - SRZD

Nas últimas duas semanas, as atenções do mundo inteiro permaneceram voltadas para o Rio de Janeiro e para o maior congresso ambiental sediado na cidade 20 anos depois da Eco-92. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, deixou como legado um documento final de título promissor, "O futuro que queremos", e críticas disparadas de todos os lados pela sociedade civil e por ambientalistas, que consideraram fracas as propostas sustentadas no texto.

Em conversa com o SRZD na tarde desta segunda-feira, o secretário de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, fez um balanço sobre as principais barreiras que afastaram a Rio+20 de seu propósito fundamental, que era o de estabelecer medidas concretas para a preservação do planeta e a erradicação da pobreza.

"Estamos vivendo uma esquizofrenia planetária. Temos uma reunião do G20 que arrecada US$ 450 bilhões para injetar medidas anticíclicas em bancos e instituições financeiras e temos um planeta socioambiental com 193 países que não consegue arrecadar nem um centavo em prol da vida no planeta. Minha preocupação é com o dia em que nosso planeta submergir, as geleiras derreterem, o deserto ampliar. Em que planeta vão colocar esses R$ 450 bilhões?", disparou o secretário.

Minc disse que teve um diálogo de cinco minutos com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, na sexta-feira, quando se encerraram os compromissos do evento. No encontro, o ambientalista sugeriu que conferências grandiosas como a Rio+20 levassem em conta, no máximo, 80% dos votos, e não chegassem a decisões por unanimidade, haja vista a dificuldade de convergir os ideais de 193 países em um único documento.

"Eu participei de uma mesa sobre 'habitat' na sexta, em que estavam os prefeitos da Cidade do México e de Belo Horizonte. Depois, conversei com o Ban Ki-Moon sobre esse método de as propostas serem decididas por unanimidade, permitindo que qualquer grupo de três ou quatro países tire alguma coisa do texto. Quatro países tiraram o tópico envolvendo a proteção dos oceanos e das baleias, oito da Opep [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] excluíram o corte dos subsídios fósseis. Até o Vaticano entrou com sua machadinha e tirou o direito reprodutivo da mulher", salientou Minc.

Na opinião do secretário, a Rio+20 não pode ser avaliada só pelas inconsistências do documento final, assim como o Brasil não pode ser responsabilizado pela pouca ambição das propostas. Entre as glórias da conferência, ele destacou os compromissos voluntários entre empresas e governos que somaram mais de US$ 500 bilhões para ações sustentáveis, o reforço do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e o estabelecimento de um cronograma para a aplicação prática dos objetivos "Foi uma meia bomba. Eu mesmo fui um dos que ficaram frustrados, mas não acho certo culpar o Brasil, que foi o primeiro a assumir metas das reduções de carbono por lei. O documento foi aquém do esperado, mas não por nossa causa, e sim devido ao método utilizado".

Desenvolvimento sustentável nas UPPs

No último dia 13, Minc participou do debate "Sustentabilidade e as Comunidades Pacificadas do Rio de Janeiro", coordenado pela Superintendência de Território e Cidadania, da Secretaria de Estado do Ambiente. Na ocasião, o secretário mostrou que são muitas as possibilidades existentes para se praticar a economia verde nas comunidades pacificadas pelas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras). "Criamos a Superintendência Território e Cidadania para ações nas UPPs, que coordena seis projetos ambientalmente engajados. Entre eles, temos as Fábricas Verdes, que recebem computadores velhos e vão para as mãos de uma garotada treinada para transformá-los em novos, e o Eco Moda, que ensina jovens costureiras a fazer moda fashion com material doado do Carnaval e de empresas", ressaltou Minc.

Atualmente, 240 jovens do Complexo do Alemão e 220 da Rocinha são beneficiados pelo Programa Fábricas Verdes, que oferece uma ajuda de custo inicial de R$ 200 para os alunos. Aqueles que mais se sobressaem são contratados como monitores e passam a receber um salário mínimo. Um exemplo concreto de que a sustentabilidade pode ser capaz de preservar não só o planeta, mas também os jovens do domínio do tráfico de drogas.  
Foto: Divulgação

terça-feira, 19 de junho de 2012

Superintendência de Território e Cidadania participa de debate na Cúpula dos Povos

Superintendência de Território e Cidadania participa de debate na Cúpula dos Povos



A Superintendente de Território e Cidadania Ingrid Gerolimich participou, no dia 19 de junho, do debate “Consumo Sustentável”, promovido pela ONG Defensores da Terra na Cúpula dos Povos da Rio+20, no Aterro do Flamengo.

Ingrid Gerolimich apresentou os projetos desenvolvidos pela Superintendência de Território e Cidadania e falou sobre como estes projetos se inserem no contexto do desenvolvimento sustentável.

“Em uma conjuntura onde o atual modelo econômico torna-se insustentável, alternativas que estimulem a geração de renda a partir dos conceitos de economia solidária e do respeito ao meio ambiente são fundamentais para o surgimento de uma nova consciência em relação ao consumo”, pontuou Ingrid Gerolimich.

O debate contou ainda com as presenças de Jaqueline Macedo Gomes, autora do blog “Seu Consumo, Seu Futuro” e da Presidente da ONG Defensores da Terra Iara Moutinho.

Confira mais fotos:






quinta-feira, 14 de junho de 2012

DEBATE PROMOVIDO PELA STC SOBRE PACIFICAÇÃO EM COMUNIDADES E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL LOTA AUDITÓRIO NA RIO+20

Ambiente.com - Sandra Hoffmann

Os secretários estaduais do Ambiente e de Segurança Pública, Carlos Minc e José Mariano Beltrame, participaram do debate sobre o processo de pacificação em comunidades do Estado do Rio de Janeiro e as políticas públicas para o desenvolvimento sustentável destas áreas, no auditório do Pavilhão do Governo do Estado, na Rio+20, no Parque dos Atletas. A Mesa foi organizada pela Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria e a Superintendente Ingrid Gerolimich foi a mediadora.

Minc afirmou que as delegações estrangeiras presentes na conferência terão a oportunidade de conhecer os projetos e ações de sustentabilidade promovidas pela Superintendência de Território e Cidadania em comunidades pacificadas, como, por exemplo, o Programa Fábrica Verde, que transforma lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para os moradores do Complexo do Alemão e da Rocinha, e a Eco Moda, que capacita alunos para confeccionar acessórios para moda a partir de material reciclável.

“A pacificação foi uma revolução. A responsabilidade agora é da área social. Estamos comprometidos com isso. Estamos, em parceria com as secretarias de Assistência Social, Educação e outras, organizando um circuito para levar as delegações estrangeiras para conhecer os projetos sociais e ambientais nas comunidades pacificadas. O que a gente quer é mostrar para o mundo outra imagem das comunidades do Rio de Janeiro, a de que é possível mudar a história desses jovens a partir de projetos como o da Fábrica Verde, em que jovens das comunidades pacificadas recebem capacitação em manutenção e montagem de computadores”, disse Minc, ao lado do secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
  
Cerca de 400 pessoas estiveram presentes no debate, que também contou com a participação do presidente do Instituto Pereira Passos e coordenador do programa UPP Social, vinculado à Prefeitura do Rio, Ricardo Henriques, e da presidente do Comitê Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Marina Grossi.

Beltrame ressaltou que as unidades de Polícia Pacificadora são uma forma de diminuir o conceito de cidade partida, pois “abrem janelas” para que a população receba serviços públicos e tenha o direito de ir e vir. Para ele, a sustentabilidade está em dar dignidade aos moradores dessas áreas.
  
“A UPP proporcionou a chegada da formalidade, da informação, da educação, entre outros serviços. As UPPs abrem uma janela de oportunidades para que exista atendimento das demandas sociais de pessoas que estavam abandonadas. Hoje, esses moradores podem saber mais sobre coleta de lixo e sustentabilidade, por exemplo. Essas áreas precisam ser inseridas e encaradas como bairros. Uso o exemplo da Cidade de Deus. Ela hoje tem tudo para ser inserida no contexto formal daquele lugar. Ela está no bairro Jacarepaguá. São os serviços que vão consolidar a pacificação”, afirmou Beltrame, para um auditório lotado.