Com a presença do secretário
estadual do Ambiente, Carlos Minc, e da superintendente de Território e
Cidadania, Ingrid Gerolimich, foi inaugurado nesta terça-feira (26/03), o
Projeto EcoBuffet. Tendo como objetivo, promover a inclusão social e econômica,
por meio de capacitações em aproveitamento integral de alimentos, culinária,
empreendedorismo e educação ambiental, o projeto chega às comunidades do
Salgueiro, Turano e Chacrinha.
Desenvolvido pela
Superintendência de Território e Cidadania, da Secretaria de Estado do
Ambiente, em parceria com o Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (Uerj), que seleciona professores para lecionar no
projeto, o EcoBuffet ainda tem como parceiros o SEBRAE, que
desenvolve capacitação em empreendedorismo, e a Caixa Econômica Federal - que
vai disponibilizar aos concluintes do curso um financiamento para a abertura de
um micro negócio.
O projeto oferece
orientação e suporte para a formação de uma rede de empreendedores que irá
oferecer serviços de buffet sustentável (com cardápio produzido a partir de
aproveitamento integral de alimentos).
Sobre o trabalho desenvolvido
pela Superintendência de Território e Cidadania, o Secretario de Estado do
Ambiente, Carlos Minc, falou de sua importância social e de seus frutos:
“A pacificação abre as portas
para o poder público chegar. A Fábrica Verde transforma lixo eletrônico em
inclusão social, doados gratuitamente para telecentros comunitários. Mais de
1000 pessoas já foram formadas na Fábrica Verde, e 45% delas já encontraram
trabalho em empresas que consertam computadores e afins, sinal de que o projeto
está funcionando. O EcoModa aproveita jeans velhos, banners velhos, fantasias
de carnavais passados que, com orientação de estilistas, são transformados em
peças de vestuário lindas. Então é necessário você criar consciência e inclusão
simultaneamente, começando pelas comunidades pacificadas do Rio de Janeiro”,
Exaltou Minc.
Segundo a superintendente, Ingrid
Gerolimich, o projeto foi criado com o objetivo de educar as pessoas quanto ao
aproveitamento de alimentos que são destinados ao lixo por uma falta de
conhecimento de suas propriedades e efeitos benéficos, visando a mudança de um
problema cultural, aproveitando caules, cascas e sementes, além de capacitar o
morador da comunidade, proporcionar o meio para seu desenvolvimento e
qualificação empreendedora.
“Queremos promover o
desenvolvimento econômico das comunidades pacificadas com sustentabilidade e
conscientização socioambiental. A expectativa é a de que os alunos do
projeto possam tornar-se empreendedores, de forma que possam comercializar
o que produzirem”, afirmou Ingrid.
O Projeto EcoBuffet conta com
quatro turmas, duas pela manhã e duas à tarde, com um total de 100 vagas. Ao
longo de cinco meses, serão realizados três encontros semanais. Os alunos
inscritos têm mais de 16 anos e receberão bolsa-auxílio mensal de R$ 120.
